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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
PAULO CESAR T. RIBEIRO - Psicólogo de adolescentes, adultos, casais e gestantes. Formado na Univ. de Guarulhos, especializado na área clínica, com certificação em Racismo e Psicanálise (Achille Mbembe), extensão e certificação em Filosofia e Meditação (PUCRS), pós graduações em Sexualidade Humana, Autismo (Famart) e Psicologia Clínica (PUC RS) e com diversos cursos de aperfeiçoamento e atualização.
Formas de Contato:
Fone e Whatsapp: 11.94111-3637Email: paulocesar@psicologopaulocesar.com.br
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
Se você frequentemente percebe que suas
ações ou conquistas não estão à altura das expectativas, pode estar vivenciando
o fenômeno conhecido como síndrome do impostor. Esse é um conceito psicológico
que se refere a um padrão de comportamento caracterizado pela dúvida acerca de
suas próprias realizações, acompanhada de um temor constante de ser descoberto
como uma fraude ou como alguém que não possui as competências necessárias.
Atualmente, é comum encontrarmos
profissionais que vivenciaram experiências análogas às mencionadas acima e que,
em decorrência disso, apresentam níveis reduzidos de autoconfiança. Ademais, é
importante ressaltar que independentemente do nível hierárquico ou da posição
ocupada, qualquer indivíduo pode vivenciar a síndrome em questão.
Você já teve a oportunidade de refletir
sobre como as inovações tecnológicas podem influenciar a dinâmica do seu
trabalho?
Como você pode reconhecer a presença da
síndrome do impostor em sua vida? Por favor, analise os pontos a seguir.
Adicionalmente,
aqueles que experienciam a síndrome do impostor tendem a apresentar traços de
perfeccionismo, bem como um pronunciado receio do fracasso, o que
frequentemente leva à subestimação de suas próprias realizações. Esse tipo de
situação pode ser profundamente impactante, gerando um estado de debilidade
emocional, que se manifesta por meio de estresse, ansiedade e sentimentos de
vergonha, além de contribuir para a diminuição da autoestima.
É fundamental que você reflita sobre os
resultados concretos que suas ações têm produzido. Por exemplo, considere como
suas iniciativas podem ter contribuído para a simplificação de processos,
promovido melhorias nos lucros, reduzido custos, aprimorado o gerenciamento de
riscos ou proporcionado benefícios que foram percebidos. Essa análise é
essencial para compreender o impacto real de suas decisões e ações. É
fundamental que você inclua essas conquistas em seu currículo, pois elas servem
como um importante reforço do valor que você agrega à sua função.
Veja o que você pode fazer no dia a dia
profissional para minimizar a síndrome
É importante considerar algumas
estratégias que podem ser implementadas no cotidiano profissional para reduzir
os impactos da síndrome. Essas práticas podem ajudar a promover um ambiente
mais saudável e equilibrado, contribuindo para o bem-estar e a produtividade. Alguns
exemplos abaixo:
O cenário profissional está em constante transformação e, para se manter relevante e competitivo, é fundamental que você atualize suas habilidades de maneira contínua.
Busque um mentor: Em estado de solidão, é difícil avançar em direção aos nossos
objetivos. Um mentor pode ser encontrado tanto em seu ambiente organizacional
quanto fora dele. É fundamental que eles compreendam as nuances da indústria e
ofereçam um olhar objetivo, especialmente em momentos em que a percepção do que
está ao seu redor se torna nebulosa. Essas são as pessoas que estarão ao seu
lado, prontas para apoiá-lo e oferecer orientação nos momentos de incerteza
sobre os próximos passos a serem tomados.
Certamente, essas orientações poderão
auxiliá-lo a reconhecer quando suas questões interiores começam a se tornar
complicadas e a prejudicar sua autoconfiança, levando a uma recorrência da
problemática conhecida como síndrome do impostor em sua mente
É importante que você se recorde de seu
valor intrínseco e da sua adequação. Você possui habilidades e qualidades que o
tornam uma pessoa plenamente suficiente. Na próxima oportunidade em que alguém
reconhecer e valorizar seu esforço e dedicação, uma resposta adequada seria:
"Agradeço sinceramente!".
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
Sim, é muito raro alguém não conhecer uma pessoa que tenha grande dificuldade em aceitar e ouvir a opinião alheia. Para essa pessoa, mesmo os conselhos bem-intencionados não são fáceis de ouvir, especialmente se não forem solicitados. Para ela, tudo o que se ouve é interpretado como críticas negativas: seja um colega de trabalho dando alguns conselhos amigáveis sobre como fazer uma tarefa melhor na próxima vez, ou mesmo um amigo que quer dizer algo que será útil para essa pessoa (embora seja doloroso ouvir), ou mesmo um membro da família tentando resolver um desentendimento qualquer - tudo é visto como crítica, oposição ou acusação.
Bem, de modo geral, a verdade é que até podemos gostar de pensar que aceitamos facilmente as críticas, mas, na verdade, a maioria de nós não é tão bom nesse quesito. Muitas vezes, quando ouvimos o que nos parece ser uma crítica, nossas defesas aumentam imediatamente. Nós miramos e rebatemos as críticas para bem longe, além do limite, e simultaneamente (e inconscientemente), revemos os nossos próprios mecanismos de defesa (como culpar outras pessoas, fazer piadas, ficar com raiva, ficar indignado e várias outras maneiras) para aliviar o peso daquilo que está sendo dito ou mesmo evitar ouvir a crítica do outro. Como é um processo inconsciente, é claro que não sabemos o que estamos fazendo, todavia, estamos literalmente nos defendendo da verdade que está sendo apresentada sobre nós mesmos.
Pode ser mais fácil ver isso acontecendo em outras pessoas, quando somos meros “expectadores”, pois estão além de nós mesmos. Há pessoas que são espinhosas e difíceis de se aproximar, há alguns que rapidamente ficam perturbados com a sugestão de desafio, e tem outros tão escorregadios que falar com eles é como correr atrás de um sabonete ao redor da banheira.
Imagino que você esteja até reconhecendo um pouco de si próprio nessas descrições. É claro que, às vezes, as defesas são úteis pois há momentos e lugares em que devemos evitar um desafio ou uma contenda. O problema surge quando não sabemos ou não temos a consciência de que estamos usando essas estratégias defensivas – são essas as pessoas que não aguentam a verdade.
Será que é possível mudar essa atitude?
Quando você for confrontado com novas informações que desafiam a sua posição, é claro que vale sempre a pena ouvir e tentar descobrir se há alguma verdade por trás disso. O fato é que as pessoas não se conhecem tão bem quanto pensam! Da próxima vez, em vez de reagir negativa, agressiva e imediatamente às críticas, pergunte a si mesmo: há algo nisso que pode ser útil para mim?
Se puder fazer isso, você estará sempre aberto às mudanças. E quando alguém está aberto para mudar, cresce constantemente como pessoa, tornando-se mais sábio e mais capaz de navegar pelo mundo e em seus relacionamentos.
Concluindo, gostaria de dizer que o primeiro passo é parar na próxima vez que você tiver essas experiências, manter a calma, segurar o ímpeto de reagir e perguntar a si mesmo se existe alguma verdade nisso, mesmo que seja apenas um pouquinho. Aprenda a ouvir, classifique as informações úteis e deixe essas informações “entrarem em sua mente”. Por mais dolorosa que a verdade possa ser a curto prazo, os benefícios de conhecer melhor a si mesmo se fantásticos e duradouros.
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
Se você suspeita de que algumas de suas motivações para o trabalho podem não ser saudáveis, procure responder a essas questões:
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
A NR-1 incluirá riscos psicossociais na avaliação de riscos do trabalho. As empresas gerenciarão os fatores psicológicos que afetam a saúde dos funcionários, como estresse, violência, excessos de tarefas e falta de reconhecimento. Essa visão exige um maior empenho com saúde e segurança, e estimula uma cultura de prevenção e conscientização.
As mudanças trazem desafios emocionais aos trabalhadores, que podem sentir pressão com as novas exigências, maior fiscalização e adaptações nas rotinas. O medo de desrespeitar normas, a insegurança no trabalho e a necessidade de treinamentos podem elevar a ansiedade e o estresse. O apoio psicológico, então, é necessário, oferecendo ao empregado um espaço seguro para desabafar e criar estratégias para lidar com as novas exigências. Refletir sobre desafios e aprimorar habilidades para superá-los auxilia na adaptação.
A nova NR-1 busca um ambiente de trabalho mais saudável. Identificar e gerenciar riscos psicossociais reduz estresse e ansiedade. As empresas podem tornar o ambiente de trabalho mais saudável ao gerenciar fatores que causam estresse. A detecção precoce de problemas mentais permite tratamentos mais eficazes e previne doenças sérias. Um ambiente de trabalho saudável favorece uma vida mais saudável, tanto profissional quanto pessoalmente. Isso é bom pois colaboradores mentalmente saudáveis são mais produtivos e engajados, impactando a empresa.
A psicoterapia é importante para auxiliar empregados a enfrentar as demandas do trabalho e melhorar sua saúde mental. A terapia ajuda funcionários a gerenciar estresse, ansiedade e emoções negativas, além de melhorar a comunicação para resolver conflitos e formar relações mais equilibradas no trabalho. Outras consequências positivas incluem o reconhecimento de habilidades, aumentando a autoconfiança e a gestão do tempo.
Organizações são essenciais para a saúde
mental dos colaboradores. As empresas devem seguir a NR-1 e podem adotar ações
para um ambiente saudável, como assistência psicológica, palestras, campanhas
de saúde mental, trabalho remoto, horários flexíveis e investimentos em
bem-estar.
Priorizar a saúde mental dos funcionários ajuda as empresas a cumprir deveres legais e cria um local de trabalho mais salutar, produtivo e humanizado. A psicoterapia surge como um recurso essencial para auxiliar os funcionários a superar obstáculos e ter uma vida mais equilibrada e satisfatória. Ademais contribui para a construção de um ambiente de trabalho no qual a segurança e o bem-estar coexistem para o crescimento pessoal e coletivo.
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
A
dificuldade para decidir pode ser causada por fatores internos e externos que
afetam sua escolha. Os fatores externos incluem a pressão social, as
expectativas familiares, as normas culturais e uma abundância de informações
modernas, que podem sobrecarregar o indivíduo e dificultar a tomada de
decisões. Incertezas nas escolhas podem criar um ciclo de insegurança, em que a
indecisão gera arrependimento, ou que piora a dificuldade de fazer novas
escolhas. A sociedade atual, com suas diversas opções e conectividade,
intensifica a pressão sobre as pessoas para que façam escolhas que atendam a
padrões frequentemente inacessíveis e irreais. Os fatores externos que afetam a
dificuldade de decisão estão ligados às dinâmicas sociais e culturais do
cotidiano.
As
pressões do trabalho, da família e das redes sociais criam um ambiente hostil,
forçando o indivíduo a seguir padrões que muitas vezes não atendem às suas
reais preferências ou desejos. A sobrecarga de informações no mundo digital
pode causar a síndrome da escolha, onde o excesso de opções gera confusão e
dificulta decisões claras. A influência de amigos e familiares pode causar
indecisão, pois a busca pelas facilidades sociais gera medo de desagradar ou de
tomar decisões mal vistas. A pressão externa, vista como o controle das
escolhas pessoais e profissionais, pode gerar medo paralisante de se
comprometer, levando à hesitação e à procrastinação, o que aumenta a angústia e
a insegurança sobre o futuro.
Os
fatores internos que dificultam a tomada de decisões estão, em sua maioria,
associados a diferentes aspectos psicológicos, emocionais e cognitivos que
impactam as escolhas da pessoa. A baixa autoestima e a autocrítica exacerbada podem
facilmente resultar em um ciclo de insegurança, no qual o indivíduo questiona
constantemente sua capacidade de tomar decisões corretas e ponderadas.
Entre
esses fatores psicológicos, a ansiedade exerce uma função relevante e decisiva,
provocando uma espiral de insegurança que pode paralisar a capacidade de
escolha em situações cotidianas ou importantes. Diversas pessoas experimentam
uma sensação intensa de sobrecarga em decorrência da pressão para escolher uma
decisão considerada ideal e perfeita, o que pode levar a um ciclo de indecisão
crônico, no qual cada alternativa é possível é excessivamente analisada e
ponderada, ocasionando estresse adicional e confusão.
Além
disso, o perfeccionismo e a procrastinação podem interagir, configurando uma
barreira emocional que dificulta a ação. Essa experiência resulta em uma
deficiência profunda e desconfortável de progresso em situações decisivas na
vida pessoal e profissional, nas quais as escolhas são imprescindíveis para o
crescimento e desenvolvimento. Os efeitos dessa dificuldade em tomar decisões
podem se proliferar, afetando negativamente diferentes áreas da vida de um
indivíduo, como relacionamentos, carreira e bem-estar emocional, tornando a
superação ainda mais essencial
A
ansiedade se apresenta como uma forte ocorrência emocional ao decidir, gerando
apreensão e medo sobre os resultados das escolhas. Essa situação pode piorar se
as opções forem arriscadas ou com consequências ruins, levando o indivíduo a
evitar a decisão ou procrastinar. A hesitação pode acabar se tornando um ciclo
eterno, onde o medo de errar impede a busca por alternativas e o progresso em
específicas desejadas. Situações extremas podem prejudicar a qualidade de vida
e a saúde mental, resultando em um ciclo negativo de ansiedade e inatividade.
O
perfeccionismo pode ser um obstáculo na tomada de decisões, pois aqueles que
buscam altos padrões enfrentam um conflito entre suas expectativas e
habilidades. A busca pela perfeição pode levar à versão ao erro, causando
procrastinação, onde a pessoa hesita em escolher por temer não atender aos
padrões. Esse ciclo prejudicial se intensifica, pois, a procrastinação gera
mais pressão e ansiedade, criando um bloqueio que impede uma ação. Essas
características podem levar à estagnação, fazendo com que as oportunidades se
percam e o desenvolvimento pessoal e profissional seja prejudicado, mostrando a
necessidade de reavaliar padrões pessoais e aceitar a imperfeição.
A
dificuldade em tomar decisões pode influenciar de maneira específica a vida
pessoal da pessoa, ocasionando consequências negativas em diversos aspectos das
relações interpessoais e do bem-estar emocional. A hesitação em tomar decisões
pode levar a situações
de estresse e frustração, afetando não apenas o indivíduo, mas também as
pessoas ao seu redor.
Os laços familiares e as relações de amizade podem sofrer, uma vez que a falta de clareza pode gerar mal-entendidos e ressentimentos, especialmente quando a escolha afeta terceiros. Além disso, a incapacidade de decidir pode levar a uma sensação de estagnação, na qual a pessoa se percebe aprisionado em um ciclo de incerteza e procrastinação, afetando sua autoestima e autoconfiança. Com o passar do tempo, essa situação pode levar ao isolamento social e á falta de disposição para participar de atividades ou eventos, uma vez que a pessoa pode recear as responsabilidades de suas escolhas e suas consequências. Por fim, as decisões deixadas de lado podem se acumular, criando um efeito dominó que prejudica a habilidade de efetuar escolhas no futuro, ocasionando uma vida pessoal menos gratificante e carente de experiências.
A
dificuldade em tomar decisões na vida profissional pode impactar qualidades na
carreira e nas relações de trabalho. Profissionais que hesitam em tomar
decisões podem ficar paralisados, perdendo oportunidades de crescimento e
desenvolvimento de habilidades importantes para suas carreiras. A incerteza
pode causar sensação de falta de confiança e competência, resultando em um
ambiente de trabalho menos colaborativo e mais hostil. O estresse e a pressão
psicológica da indecisão crônica podem levar a problemas de saúde mental, como
burnout e ansiedade, prejudicando a produtividade e a qualidade do trabalho. Em
grupos que tomam decisões, a falta contínua de um membro em decidir pode
atrasar projetos importantes e prejudicar a moral da equipe, causando descontentamento
que afeta a todos. É essencial que as organizações criem estratégias para
apoiar esses profissionais, promovendo um ambiente que favoreça decisões e
fortaleça a autoconfiança, resultando em um local de trabalho mais saudável e
produtivo.
É
importante considerar que diferentes pessoas têm abordagens distintas para
tomar decisões, e o que pode ser um desafio para uma pessoa pode não ser para
outra. Em alguns casos, buscar orientação de um profissional, como um
psicólogo, pode ser útil para lidar com essas dificuldades e desenvolver
habilidades de tomada de decisão mais eficazes.
Algumas dicas para melhorar a capacidade
decisória seguem e você pode fazer isso em seu dia a dia. São etapas simples
tais como fortalecer a autoestima e acreditar na própria capacidade, compreender
que nenhuma decisão é 100% garantida e que errar faz parte do aprendizado, começar
com escolhas simples para ganhar confiança, listar prós e contras para tomar
decisões mais racionais e buscar apoio psicológico – a psicoterapia pode ajudar
a entender e superar os bloqueios decisórios.
É
importante ressaltar que a dificuldade em tomar decisões é um problema
tratável. A psicoterapia pode ajudar a pessoa a identificar as causas de sua
indecisão, desenvolver habilidades de tomada de decisão e superar o medo do
erro.
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Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro
“Olá, Dr. Paulo Cesar,
Considerando que minha filha de 11 anos está tendo dificuldades com o sono, muitas vezes de forma a nos incomodar, acordar ou até nem dormir sozinha, mas sim sempre com a mãe, qual a orientação básica nesse caso? Ela alega medo, mas no geral é mais apego à mãe, e vice-versa, talvez em excesso.Abraços
Jxxx Rxxxxxo”
Achei por bem não deixá-lo sem uma resposta, a qual foi a que segue abaixo:
Caro Jxxx Rxxxxxo
Recomendo focar a atenção, nesse momento, mais na necessidade de corrigir o comportamento da sua filha e menos na busca de motivos. Mais tarde, o casal deve conversar mais profundamente sobre isso.
Vamos tentar primeiro, interromper esse ciclo vicioso, coisa difícil de fazer pois quanto mais tempo se deixa a criança dormir na cama dos pais, mais difícil será convencê-la a dormir sozinha, mais birras e lágrimas os pais terão de enfrentar.
Você sabia que metade das crianças que dormem com os pais, mesmo assim não quer ir dormir e acorda várias vezes por noite? Além disso, que os pais se sentem obrigados a se deitar ao lado dela para que adormeça, o que pode demorar entre 30 e 60 minutos? O resultado final é que, com o passar do tempo, nem a criança dorme o suficiente nem o casal, sem falar da falta de privacidade.
Regras: A criança que dorme na cama dos pais busca conforto e segurança, o que
demonstra o amor e a confiança que tem
Deixe bem claro que cada membro da família tem o seu próprio quarto e cama para dormir e que a criança já é muito crescida para dormir com os pais. Esclareça que não deve sair do seu quarto durante a noite a não ser que tenha de ir ao banheiro. Tenha paciência e cada vez que ela sair do quarto, leve-a de volta com carinho. Poderá ser um processo cansativo, mas a persistência e paciência serão “ferramentas de trabalho”.
Noites intranquilas: Se a criança já dorme com os pais há bastante tempo, o regresso à sua própria cama não vai ser fácil, como inicialmente mencionado; mas também não é impossível! Estejam preparados para assistir a algumas birras e muitas lágrimas, ou seja, é aqui que tem de ser mais resistente e, sobretudo, inflexível. Se a criança sair do quarto, obrigue-a a voltar e não vá embora até ela se deitar; repita as vezes que forem necessárias.
Se a criança for para a cama dos pais durante a noite, assim que perceber a sua presença leve-a de volta para o seu quarto e relembre-a das regras. Evite deitar-se com a criança. Se o fizer, faça-o numa cama ao lado ou poltrona e durante escassos minutos, avisando-a antecipadamente desse prazo. Caso contrário, a criança pode pensar que precisa da sua presença para adormecer… todas as noites.Quarto da criança: A decoração do quarto da criança tem que ser agradável e apropriada à sua idade – se ela se sentir bem no seu quarto, isso fará da hora de dormir um prazer, em vez de um pesadelo. Uma luz de presença ou autocolantes colocados nas paredes ou teto e que brilham no escuro são ainda uma boa aposta para um ambiente relaxado.
O tamanho da cama também deve ser adequado à criança, ou seja, nem todos se sentem confortáveis em camas muito grandes, podem até sentir medo. Se for este o caso, pode encostar a cama à parede, colocar uma grade de proteção ou então “enfeitá-la” de forma mais infantil – o mais importante é que a criança não tenha dificuldade em entrar ou sair da cama.
Recompensa: Quem não gosta de receber um presente por algo bem-feito? As crianças adoram, por isso junte o útil ao agradável e implemente um sistema de recompensas para cada noite que a criança dormir sozinha na sua cama – pode ser um novo livro para a sua coleção, o fato de poder tomar o pequeno-almoço enquanto vê o seu DVD preferido ou uma guloseima no fim do dia.
Um final
feliz: Faça o que fizer, não desista. Se ceder às
lágrimas da filha ou ao seu próprio cansaço, deixando que ela fique na sua cama
“mas só esta noite”, coloca novamente em marcha o ciclo vicioso que você está
tentando quebrar. Embora estas possam parecer dolorosas, ao apoiar-se na
disciplina e nas regras, reconquistará em pouco tempo a sua privacidade e
noites descansadas para toda a família.
Um abraço,
Psicólogo Paulo Cesar T. Ribeiro